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GONZAGA DUQUE (Rio de Janeiro, 1863 - Idem, 1911) Crítico de arte e escritor, Luiz Gonzaga Duque Estrada realizou seus estudos básicos em Petrópolis e no Rio de Janeiro, enveredando ainda jovem no jornalismo e estabelecendo-se como funcionário público da prefeitura da então Capital Federal. Foi fundador de diversos periódicos (Guanabara, Rio Revista, Galáxia, O Mercúrio, Fon-Fon - que, ao contrário das outras, teve uma vida longa) e colaborador assíduo em outros tantos (A Semana, Rosa Cruz, Vera Cruz, Kósmos.). Em vida, publicou dois volumes de crítica - A arte brasileira (1888) e Graves & Frívolos (1910) -, o romance Mocidade Morta (1899), o livro Revoluções Brasileiras e uma biografia do Marechal Niemeyer. Postumamente, surgiram ainda um livro de contos, Horto de Mágoas (1914), e uma coletânea de crônicas e críticas, Contemporâneos (1929). Além disso, o métier da pintura não parece ter lhe sido estranho, tendo inclusive ilustrado a primeira edição de D. Carmen, do poeta Bernardino Lopes. O primeiro livro do crítico sobre assuntos artísticos, A arte brasileira, impressiona pela precocidade do autor, que contava quando de sua publicação com apenas 25 anos, e pela invulgar cultura nele exibida: aí, Gonzaga Duque apoiá-se em grande medida na estética de nomes como Hippolyte Taine e E. Véron. Já o seu romance Mocidade Morta, impregnado da estética simbolista, é particularmente interessante, na medida em que, nos personagens não raro caricatos que em suas páginas figuram, podem ser identificados alguns dos principais artistas brasileiros do final do Império, como Pedro Américo e Belmiro de Almeida. Graves & Frívolos e Contemporâneos reúnem textos um tanto mais amadurecidos, publicados originalmente em periódicos como a importante revista Kósmos. Neles, o tom do autor muda na direção de uma espécie de 'impressionismo' crítico, repleto de lirismo - mas do qual não estão ausentes pitadas de sarcasmo. Gonzaga Duque é certamente o mais lembrado crítico de arte da 1ª República e a sua influência se faz sentir grandemente na atual historiografia de arte brasileira, que repete, algo indiscriminadamente, tanto as suas intuições certeiras quanto suas desmesuras. * Veja mais sobre Gonzaga Duque em DezenoveVinte
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