LUCILIO DE ALBUQUERQUE

(Barras, Piauí, 1877 – Rio de Janeiro, RJ, 1939)

Pintor, desenhista e professor. Depois de uma breve passagem pela Faculdade de Direito de São Paulo, ingressou em meados dos anos 1890 na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Daniel Bérard, Zeferino da Costa, Rodolpho Amoêdo e Henrique Bernardelli. Em 1906, recebeu o Premo de Viagem da ENBA, com a tela Anchieta escrevendo o poema à Virgem, pertencente hoje ao Museu Dom João VI, da Escola de Belas Artes/UFRJ. Logo depois, casou-se com sua colega de Academia, Georgina de Moura Albuquerque. Ainda em 1906, o casal partiu para a França, onde permaneceu por cinco anos. Em Paris, Lucilio freqüentou a Academia Julian – na qual estudou com Marcel Baschet, Henry Royer e Jean-Paul Laurens -, e também o ateliê do mestre art-nouveau Eugene Grasset, como fizera, alguns anos antes, Eliseu Visconti. Nessa estadia na Cidade-Luz, Lucilio ainda expôs, com sucesso, no Salon des Artistes Français.

De volta ao Rio em 1911, Lucilio fez, juntamente com a esposa Georgina, uma grande exposição na ENBA, e, nesse mesmo ano, tornou-se professor de Desenho Figurado da instituição, assumindo definitivamente a cátedra em 1916. Nas Exposições Gerais recebeu sucessivamente: menção de 2º grau (1902, com Stella), menção de 1º Grau (1904, com um retrato), grande medalha de prata (1907, com Agnus Dei), pequena medalha de ouro (1912, com Despertar de Ícaro) e medalha de honra (1920, com Retrato de Georgina).

Pintor prolífico, se destacou como retratista e paisagista, tendo sido, entre os pintores de sua geração, um dos mais dedicado cultores do gênero da pintura histórica. Projetou os vitrais para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Turim em 1911 e realizou diversas pinturas de caráter decorativo, como aquelas para as salas da Maioria e da Minoria, no atual Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Lucilio expôs em diversos estados brasileiros (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife) e no exterior (Argentina, Estados Unidos). Após sua morte, sua esposa organizou na residência do casal, em Laranjeiras o Museu Lucilio de Albuquerque, cujo grande acervo pertence hoje ao Estado do Rio de Janeiro, e se encontra dividido entre o Museu do Ingá e o Arquivo da Cidade.

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