MANOEL SANTIAGO

(Manaus, AM, 1897 - Rio de Janeiro, RJ, 1987)

Manoel Santiago começou seus estudos de desenho e pintura em 1903, quando a família, oriunda de Manaus, se estabeleceu na capital do Estado do Pará, Belém. Sua formação artística continuou no Rio de Janeiro, onde foi residir em 1919. Na então Capital Federal, enquanto formava-se em Direito, freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes, sendo orientado por Rodolpho Chambelland e Baptista da Costa, assistindo também a aulas particulares com Eliseu Visconti.

A partir de 1920 sucederam-se suas exposições e em 1923, mesmo ano em que se casou com a também pintora Haydéa Santiago, criou o Salão Primavera. Em 1927, conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas Artes, com a tela Marajoara. Seguiu então para Paris, onde manteve contato com outros pensionistas da ENBA, como Alfredo Galvão, Armando Viana, Candido Portinari e Quirino Campofiorito. De volta ao Brasil foi contratado para lecionar no Instituto Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro e em seguida no chamado Núcleo Bernardelli, sendo professor de Pancetti, Bustamante Sá, Milton Da Costa, dentre outros.

Manoel Santiago recebeu outros importantes prêmios durante a sua longa carreira, dentre eles a Medalha de Ouro, na Exposição Geral de 1929, e a Medalha de Honra, no renomeado Salão Nacional de Belas Artes de 1948. Foi também um assíduo freqüentador do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo Menção Honrosa (1936), Medalha de Bronze (1938), Pequena e Grande Medalha de Prata (1940 e 1945, respectivamente). Foi também premiado no exterior: em 1941 recebeu a Medalha de Ouro da Exposição do IV Centenário da Cidade de Santiago do Chile, prêmio semelhante ao que receberia em 1965 na Exposição do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Dentre as demais exposições nas quais figuraram suas obras, além de várias exposições realizadas na França, entre 1927 e 1932, destacam-se o IV Salão do Núcleo Bernardelli, ocorrido em 1935, a I Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, o III Salão Nacional de Arte Moderna (Salão Preto e Branco), em 1954, o Salão Pan-americano de Arte, de Porto Alegre, em 1958, Nas décadas de 70 e 80 sua obra já aparecia mais escassamente em exibições do gênero, como aconteceu na Mostra de Arte de Curitiba, em 1970 ou na individual da Toulouse Galeria de Arte, em 1987, ano em que faleceu.

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